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Bem-vindos!

  • Foto do escritor: Andre Felippa
    Andre Felippa
  • 5 de jan.
  • 2 min de leitura
Bem-vindos a 2026

Este não é mais um texto sobre resoluções de Ano Novo. É uma mensagem prática, pensada para ser usada agora, nesta semana, com suas equipes e liderados.

A primeira semana do ano costuma trazer a mesma sensação: “dava para ter feito várias coisas de forma diferente”. 

A intenção é boa, mas por onde devemos começar? Sugiro uma boa conversa, não um discurso conceitual nem um plano complexo para o ano. É hora de cocriar e alinhar fundamentos práticos.

Quem usa bem essa semana costuma fazer duas coisas simples: fechar o ano que passou com honestidade, e iniciar o novo ano com escolhas claras.


Ato 1: fechar 2025 com justiça

Encerrar o ano não é virar a página. É analisar o que aprendemos, para que essa próxima etapa não comece com ruídos acumulados.

Fechar 2025 com justiça começa por nomear de forma clara e transparente o que realmente aconteceu.

Isso inclui fazer reconhecimentos, bem feitos. Deixar claro o que funcionou, quem segurou momentos críticos, e quais contribuições merecem virar referência.

Inclui também olhar para o sistema como um todo, sem caçar culpados: onde o trabalho fluiu, onde travou? Onde a cultura, os processos e decisões criaram atritos e ineficiências desnecessárias?

Sugiro algumas perguntas para vocês se fazerem, em equipe:

  • O que de 2025 gostaríamos de manter igual?

  • O que não fizemos, mas precisamos começar?

  • Onde o sistema e a cultura travaram e precisam mudar?

  • Que esforços e entregas precisamos celebrar?

  • E o que definitivamente não queremos repetir?

Um fechamento honesto deixa o time mais energizado e disponível para o que vem pela frente.


Ato 2: começar 2026 com escolhas claras

Aqui, o papel do líder é conduzir uma conversa prática: quais serão nossas prioridades, onde vamos colocar energia primeiro, e o que deixaremos para depois.

Equipes funcionam melhor quando o ano começa com poucas prioridades claras, e acordos simples e viáveis. Para isso, vale responderem juntos:

  • Que ajuste de processo, ritual ou interface já dá para fazer agora?

  • Que relação interna ou externa precisa de atenção desde já?

  • O que precisa ganhar velocidade no primeiro trimestre para destravar o resto do ano?

  • Que acordos de funcionamento evitam repetir os piores atritos e problemas de 2025?

  • O que precisa de proteção e foco estratégico, para a equipe não se dispersar logo?

Essa conversa fecha bem quando vira algo tangível: o que muda, quem puxa, como vamos acompanhar e quando vamos revisar.

A primeira semana do ano não precisa virar um grande evento. Se você conseguir fechar 2025 com justiça e começar 2026 com escolhas claras, já muda o tom do trimestre e, muitas vezes, do ano inteiro. Feliz 2026! 


 
 
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