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A crescente importância da inteligência emocional nos negócios


inteligencia emocional

A inteligência emocional, ou QE, tem se tornado cada vez mais importante no mundo, particularmente no mundo moderno dos negócios.

Enquanto as habilidades técnicas e o conhecimento são essenciais para o sucesso de uma empresa e dos colaboradores, a habilidade de entender e gerenciar emoções é cada vez mais um fator crítico para colaboração produtiva e para a liderança efetiva.

Esse não é um tema novo. O conceito de inteligência emocional, originalmente descrito por Abraham Maslow nos anos 50, e depois popularizado com o livro Emotional Intelligence de Daniel Goleman, nos anos 90 -- é a capacidade de reconhecer, interpretar, expressar e gerenciar as emoções em si mesmo e nos outros, utilizando-as para guiar pensamentos, comportamentos e ações.

Ela inclui habilidades como autoconsciência, autocontrole, empatia, comunicação e habilidades sociais, e é fundamental para criar um ambiente de trabalho mais positivo e produtivo. De fato, pesquisas mostram que as empresas que têm líderes com alto QE têm um maior engajamento dos funcionários, melhores resultados e uma maior satisfação dos clientes e stakeholders.

Dito isso, há novos e crescentes fatores que devem ser tomados em conta, no contexto dos negócios. A crescente velocidade, complexidade e volatilidade do mundo dos negócios; a maior diversidade e globalização na força de trabalho’; e, mais recentemente, a ampliação de usos da inteligência artificial (LLMs), são fortes influenciadores na necessidade de se desenvolver uma maior inteligência emocional para garantir o sucesso das empresas e das carreiras profissionais no futuro.

Pesquisadores sugerem que existem 4 níveis crescentes de inteligência emocional: perceber emoções, raciocinar usando emoções, entender emoções e gerenciar emoções. Quanto maior o nível, maior a capacidade do indivíduo de aceitar críticas e responsabilidades, aprender e seguir em frente depois de cometer erros, ser capaz de dizer não quando necessário, ser capaz de compartilhar sentimentos, resolver problemas de maneiras que funcionem para todos, ter maior habilidade de escuta e empatia pelos outros, fazer menos julgamentos enviesados.

Um exemplo de como a inteligência emocional pode ser aplicada nos negócios é a história de Tony Hsieh, o falecido fundador da Zappos. Hsieh reconheceu a importância de uma cultura empresarial forte e positiva, e investiu fortemente em treinamento de inteligência emocional para seus funcionários. Ele acreditava que a cultura da empresa era a chave para o sucesso da Zappos, e sua abordagem provou ser muito bem-sucedida.

Outro exemplo é a empresa de tecnologia Salesforce, que tem um foco forte em inteligência emocional. A empresa investiu em treinamento de QE para todos os seus funcionários, desde os líderes até a equipe de vendas. A Salesforce é um bom exemplo de como a inteligência emocional pode ser combinada sinergicamente com tecnologia e inteligência artificial, acelerando resultados e aumentando a satisfação do cliente.

Para CEOs e líderes empresariais, é importante reconhecer a importância da inteligência emocional e investir em treinamento para si próprios e para suas equipes, servindo de exemplo para os seus colaboradores, e entendendo que ela não é necessariamente uma característica inata; ela pode e deve ser desenvolvida e aprimorada, em uma jornada ao longo do tempo.

Há várias formas pelas quais podemos desenvolver e ampliar a nossa inteligência emocional, incluindo assessments, treinamentos, mentorias, coaching, auto-reflexão, e leituras sobre o assunto, entre outros. E compartilho também uma dica adicional, envolvendo 3 passos práticos para você aprimorar o seu QE:

1. Reconheça suas emoções. Que emoções você está sentindo, você sabe nomeá-las? Quando está em uma situação estressante, que emoções normalmente surgem? Como você gostaria de responder a essas situações? Você consegue pausar para refletir e reconsiderar a sua resposta?

2. Peça feedback. Peça aos seus gestores, colegas, amigos e familiares para comentarem como eles avaliam as suas reações emocionais. Por exemplo, pergunte a eles sobre como você responde a situações difíceis, quão adaptável ou empático você é e/ou quão bem você lida com conflitos. Pode não ser sempre o que você quer ouvir, mas muitas vezes será o que você precisa ouvir…

3. Leia. É comprovado que a leitura pode melhorar a empatia. Ler histórias contadas da perspectiva de outras pessoas nos ajuda a obter informações sobre seus pensamentos, motivações e ações e pode ajudar a aumentar sua consciência social.

Espero que este artigo tenha trazido informações úteis e tenha te provocado a considerar a importância de aprimorar a sua inteligência emocional, seja como profissional em início de carreira, seja como líder de uma complexa organização. O mundo dos negócios e das carreiras está mudando rapidamente, e a sua inteligência emocional será um fator crítico para o seu sucesso e diferenciação.

 

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